Marcha da Maconha no DF vira Marcha pela Liberdade de Expressão.
Filed Under : by Ricardo Soares
segunda-feira, 6 de junho de 2011BRASÍLIA - A Justiça de Brasília até tentou, mas não conseguiu proibir o protesto em prol da legalização da maconha, realizada nesta sexta-fera na Esplanada dos Ministérios. Na quinta-feira à noite, o desembargador João Timóteo de Oliveira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proibiu a realização da marcha da maconha. A Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Federal e o Detran foram comunicados da proibição. No entanto, os manifestantes conseguiram driblar a decisão e mudaram o nome do evento para “Marcha pela Liberdade de Expressão”. O conteúdo do protesto, no entanto, era o mesmo.
Ei, polícia, pamonha é uma delícia!
- Ei, polícia, pamonha é uma delícia! - gritava o grupo, ao som de batucada.
Na decisão, o desembargador concordou com os argumentos do Ministério Público local de que o evento tinha potencial para induzir ou instigar o uso da maconha, substância psicotrópica proibida no Brasil. Os participantes poderiam, portanto, ser denunciados por apologia ao crime, além de formação de quadrilha.
“Apesar de os direitos à reunião e à manifestação de pensamento serem sólidos, nem por isso são ilimitados a permitir suplantar os demais direitos e garantias coletivos, igualmente estabelecidos na Constituição Federal”, escreveu o magistrado.
O anúncio da proibição foi feito pelo advogado dos organizadores do evento, Mauro Machado Chaiben, pouco antes do início do evento. O grupo promoveu uma vaia coletiva ao desembargador e optaram por continuar com a caminhada, sob outra denominação. Em frente ao STF, cerca de 200 pessoas continuaram o protesto – alguns inclusive fumando maconha, sem reação alguma dos policiais.
- STF, cadê a liberdade de expressão? _ gritavam.
Depois, a caminho do Congresso Nacional, entoaram:
- Ei, doutor, maconheiro é eleitor!

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